22.12.09

Receita Federal está mesmo de lupa no Feiraguai

Isso foi semana passada, mas como não vi a notícia nos sites locais, menciono porque é do interesse geral.

Quatro dias de operações realizadas nesta semana pela Receita Federal no Aeroporto de Salvador em vôos domésticos provenientes de São Paulo, resultaram na apreensão de mercadorias avaliadas em cerca de R$300.000,00.

“Parte dessas mercadorias se destinava a abastecer o comércio de mercadorias irregulares estabelecido na cidade de Feira de Santana-Ba, vulgarmente conhecido como ‘Feiraguai’ ”, diz o texto da Receita Federal.

Foram apreendidos 758 aparelhos celulares, 34 câmeras digitais, 65 aparelhos de mp4/mp5, 1.009 óculos de sol, 10.800 comprimidos de medicamento (Viagra, Pramil, entre outros), 1.597 confecções diversas, 15 videogames Playstation, 5 videogames portáteis PSP, 287 leitores de cartão, 214 cartões de memória, 385 pendrives, 63 calculadoras científicas, 48 webcams, 45 perfumes, 290 jogos piratas para videogame Xbox, dentre dezenas de outras mercadorias.

Os vôos foram selecionados visando coibir o comércio de mercadorias estrangeiras sem comprovação de importação regular, adquiridas no município de São Paulo.

A equipe de trabalho, composta por servidores da Alfândega do Aeroporto e da Divisão de Repressão ao Contrabando e ao Descaminho na 5ª Região Fiscal, vistoriou 100% da bagagem dos vôos selecionados para a operação.

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Zé Neto quando se zanga, se alivia escrevendo poesia

 

Ele se esforçou, mas eu acho que o lugar da resposta que me enviou o deputado estadual José Neto é na parte de comentários.

Só que eu não vi o email. Só no final da noite de ontem. E tinha sido enviado no dia 10. Então diante da ausência prolongada do direito de resposta, acho que é mais justo colocar a réplica do deputado aqui mesmo neste espaço de maior visibilidade.

Zé Neto responde ao texto Zé Neto esclarece de que tipo de jornalista gosta, publicado no dia 4 de dezembro, onde critiquei sua iniciativa de conceder título de cidadão baiano a Paulo Henrique Amorim.

 

Se você gosta de poesia, cobre ao autor caso condene a qualidade.

Se não gosta nem de poesia nem do deputado, pule para o próximo texto.

A imprensa que eu gosto

É a imprensa de todo dia

Aquela que não pensa fechado

E quando precisa se alivia...

Não precisa estar comigo, nem com Wagner, nem com Lula

Se não, caro Glauco, seu blog eu não lia...

Pensei em te responder pelo título de Amorim

Que aliás fez autocrítica

E isso muito importa

Para quem quer viver uma vida pra frente

E não uma vidinha assim e assim...

Mas não posso deixar de reconhecer que fico lisonjeado

Quando um repórter da sua estatura, homem inteligente e letrado

Observa tanto o que eu faço

Seja no policiamento, no dia a dia, ou neste específico quadrado

Pois, durmo e acordo e labuto numa correria

Esperando solenemente acertar em alguma coisa

E ver nas suas escritas ao invés de lembranças ásperas

Linhas que elogiam

Até que “gosto” da imprensa que Glauco faz

Deputado Estadual Zé Neto (PT)

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PIB per capita: 50 melhores da Bahia

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, referentes ao ano de 2007, o mais recente disponível

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21.12.09

Feira subiu 223 posições no país em PIB per capita. Agora está em 2.235º lugar

O título é irônico e não é. Porque afinal os números do PIB 2007 dos municípios, divulgados pelo IBGE foram no geral bons para Feira de Santana. Comparando aos números de cinco anos atrás, apesar de uma pequena queda de posição em termos de PIB per capita na Bahia, no cenário nacional o avanço foi significativo.

Em números absolutos, Feira de Santana passou do 89º lugar no Brasil em 2002 para 82º em 2007 (no ano anterior – 2006 – a cidade estava em 87º. Ganhou, pois, cinco posições em um ano).

Mesmo assim estamos longe do lugar adequado, já que Feira é a 31ª cidade do país em população. Entretanto o progresso tem sido consistente a cada ano quando o IBGE divulga os números municipais do PIB.

PIB PER CAPITA

O avanço foi significativo especialmente em termos de PIB per capita. No entanto, por esta classificação, a posição de Feira de Santana ainda é vexatória e somente muitos anos de crescimento acelerado mudarão a realidade.

Em 2003 o município ocupava a 2.558ª posição em PIB per capita no país. Não é engano. É dois mil quinhentos e cinqüenta e oito mesmo. No Brasil são hoje 5.564 cidades.

Em 2007 tínhamos conseguido evoluir para a 2.335ª posição. Um salto de 223 lugares.

O que significa dizer que o crescimento econômico está sendo mais rápido que o crescimento populacional.

Dentro da Bahia, Feira tinha o 31º melhor PIB per capita em 2002 e caiu para 34º em 2007. O que significa que apesar do constante aumento do PIB municipal feirense, alguns municípios avançaram mais depressa e ultrapassaram Feira.

O gráfico abaixo mostra a evolução. Cada ponto da escala representa a renda per capita, de 2003 a 2007. Nota-se que praticamente dobrou em cinco anos, enquanto a população subiu de 501.947 para 571.997 em 2007 de acordo com o IBGE, ou seja, crescimento de somente 14%.


Foi um crescimento significativo na renda, mas que precisa ser mantido e até aumentado, para que a população tenha qualidade de vida melhor.

Para se ter uma ideia, comparemos Feira com os municípios que estão logo abaixo e acima em números absolutos do PIB (81º, 82º e 83º no país).

As duas cidades são Petrópolis (81ª), antiga cidade imperial na região serrana do Rio de Janeiro e Vila Velha (83ª), na região metropolitana de Vitória. Ambas têm sua renda dividida por uma população muito menor, o que resulta no quadro a seguir:


É isso. Feira tem mais gente para dividir menos renda. Enquanto estamos na 31ª posição em população, Petrópolis está na 78ª.

Mas dá para melhorar, melhorando a educação. Aí no lugar de gerar empregos principalmente na construção civil, poderemos gerar empregos na informática, na pesquisa científica e em qualquer outra área com potencial para pagar melhores salários e atrair mais investimentos.

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Entre os maiores, só Feira aumentou participação no estado

 

De acordo com texto publicado ontem no caderno especial Bahia em números (edição de domingo – 20 – do jornal A Tarde), que fez uso de diversas informações obtidas por meio do PIB dos municípios do IBGE, Feira de Santana foi o único dos cinco maiores municípios do estado a aumentar percentualmente sua participação no Produto Interno Bruto do estado.

A comparação com os percentuais de 1999 foi feita pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), integrante da Secretaria Estadual de Planejamento, que considera estar ocorrendo uma desconcentração da atividade econômica da região metropolitana para o restante do estado. A participação dos cinco maiores municípios era de 51% do total em 1999 e caiu para 47% em 2007.

“É um sinal bastante positivo para nossa economia. Mostra que a riqueza começa a se pulverizar melhor entre as regiões, uma mudança estrutural na especialização das atividades no estado”, avalia Gustavo Pessoti, diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI.

Participação dos maiores municípios no PIB baiano


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Os 50 maiores PIBs da Bahia

A lista é encabeçada pela capital, é claro, (com R$ 26 bilhões) seguida dos municípios da região Metropolitana de Salvador até a sexta posição. A exceção neste grupo é Feira de Santana, que mantém sua quarta posição.


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20.12.09

Os 50 menores PIBs da Bahia

O IBGE divulgou o PIB dos municípios de todo o país em 2007 e iniciamos aqui uma série de textos, gráficos e tabelas sobre o assunto.

Começando pelos municípios mais pobres do estado, merecedores, portanto, de uma atenção diferenciada das autoridades, para ver se melhoram no futuro.

Em PIB per capita o pior resultado na Bahia é no município de Lamarão, que pela BR 116 Norte fica entre Santa Bárbara e Serrinha.

Porém abaixo listamos somente o PIB em números absolutos, na ordem crescente, do menor do estado até o 50º pior. “Liderando” os mais pobres, aparece Gavião, município da chamada região sisaleira, com Produto Interno Bruto pouco superior a R$ 12 milhões.


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A vida com pouca água da Embasa


Dois dos tanques de Maria Helena


A dona de casa Maria Helena Almeida tem três reservatórios de água. Um de 500 litros, dois de mil litros. Parece muito, mas na semana passada ela quase ficou totalmente sem o produto. "Foram quinze dias sem cair água aqui e todo mundo pedindo a minha", conta.

Ela mora no bairro Pampalona, localizado na região mais crítica de Feira de Santana em relação ao abastecimento de água. Dos três tanques, dois ficam no chão e um suspenso. "O de lá de cima uma vez por mês a água tem força para subir. É só quando a gente pode tomar banho de chuveiro e não de caneca", confidencia.


Água lá em cima, só uma vez por mês


A constante falta de água faz com que as famílias recorram a alternativas como poços artesianos e cisternas. Quem não tem, usa do vizinho. Na casa de Luiz Carlos Macedo, no bairro Sítio Novo, na mesma região da cidade, o movimento começa no final da tarde. “Os vizinhos pegam aqui e em outra casa perto que também tem poço”, relata. Com o abastecimento irregular, ele preferiu cancelar o serviço da Embasa e ficar somente com o poço.

Fabíola dos Santos é uma das que se abastece na casa de Luiz Carlos. “Eu tenho tanque em casa, mas ficou oito dias sem chegar”, garante.

“Eu moro há 32 anos aqui e sempre foi assim”, relembra a aposentada Eleide Moraes.

 

Fabíola carrega água. Cena de zona rural dentro da cidade


SOLUÇÃO EM 2010

 

O gerente da Embasa em Feira de Santana, José Neydson Eloy, informa que no começo do mês foi instalado um equipamento novo para bombear água com mais força para a área com maiores deficiências no abastecimento. Mas admite que solução definitiva somente virá com a construção de dois reservatórios, com capacidade total de 17,6 milhões de litros. Isto representa quase o dobro da capacidade atual dos reservatórios da empresa e requer investimentos de R$ 12 milhões. Ele garante que o serviço será feito em 2010, fazendo com que o próximo verão seja menos sofrido. Mas se queixa também de ligações clandestinas, que desviam água e geram uma demanda acima do programado para aquela região. “Por exemplo, se uma rua tem apenas 3 ligações oficiais e 7 clandestinas, estas vão absorver água e vai falta na que tem ligação com medidor”, argumenta.

No entanto, em diversos bairros da cidade vêm ocorrendo queixas sobre falta de água, inclusive no centro da cidade. Nestes casos, a alternativa apontada pelo gerente é a adoção de reservatórios por parte dos moradores, já que segundo ele, muitos não possuem. “Como a demanda cresce no verão e há muitos estabelecimentos comerciais, a água só adquire pressão depois das 18 horas quando o comércio fecha”, explica.

A crise no abastecimento levou a uma intervenção do Procon do município, que aplicou multa de R$ 100 mil tanto na empresa de saneamento quanto na Coelba. Isso porque no dia 9 a cidade inteira teve o fornecimento cortado. A justificativa foi deficiência no fornecimento de energia para a estação de bombeamento durante três horas, o que teria desequilibrado todo o sistema de distribuição.

Ao se defender, a Coelba alegou no Procon que não houve problema com a energia e sim o rompimento de uma adutora, responsabilidade exclusiva da Embasa. O gerente da empresa de saneamento contesta e afirma ter relatórios da própria Coelba que provam o contrário, os quais ainda serão apresentados ao Procon dentro do prazo de dez dias que as empresas receberam para se defender.

 (fotos de Reginaldo Pereira)

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