19.9.09

Passeio ciclístico neste domingo

O passeio ciclístico pede a doação de dois quilos de alimento não perecível em troca da camisa do evento, promovido pelo Rotary Club Feira Subaé junto com os demais clubes rotarianos da cidade. 

Em 2008, foram arrecadadas seis toneladas de alimentos. A concentração para o passeio está prevista para as 7 horas do domingo (20), na praça de alimentação, centro de Feira de Santana e a previsão é que cerca de 6 mil pessoas participem.

Será o 15º Passeio Ciclístico da Primavera. 

18.9.09

Tarcízio deu salvo conduto a Jairo

Por falta de tempo e pela urgência de outros temas que se impunham deixei de comentar no momento certo entrevista do prefeito Tarcízio Pimenta a Dilson Barbosa, no dia do aniversário do programa Bom Dia Feira.

Mas o prazo de validade não se esgotou e não quero deixar de comentar porque discordo do que foi apresentado como a essência daquela entrevista conforme as interpretações que ouvi. Foi dito que a entrevista valia quase como um ultimato do prefeito a secretários jairistas (o gigante Euclides Artur e o pequeno Maurício Carvalho), alertando-os para a obrigação de vestir a camisa dos candidatos do prefeito na eleição de 2010.

Para mim, no entanto, a leitura é que a entrevista deu fôlego a Jairo, que logo ao anunciar sua virada de casaca (de carlista a aliado de Wagner) foi execrado por alguns de seus antigos aliados do DEM, que se sentiram lesados e o acuaram com a ameaça de um processo de cassação de mandato por infidelidade. E cobraram providências a Tarcízio, o dono da caneta que nomeia e exonera.

O próprio Jairo, porém, adotou o mesmo discurso ambíguo de Eliana Boaventura, dizendo-se aliado tanto do governador quanto do prefeito. Tese esdrúxula, mas já incorporada à teoria e prática dos nossos maleáveis homens públicos.

Assim, sobre o caso de Jairo, Tarcízio apresentou a Dilson duas argumentações básicas, que ao cabo formam uma só:

a) tudo tem seu tempo (sobre que providências adotar);

b) não vai atirar ninguém aos tubarões. “Eu não posso sair por aí perseguindo as pessoas, caçando bruxas. Ou colocando dentro de uma gaiola e mandando jogar dentro do mar pra se afogar”, defendeu.

Fechando o raciocínio, avisou que cobrará sim do seu secretariado, incluídos os homens de Jairo, apoio a seus candidatos. Observou que o PP apóia um candidato a governador que não é o dele. Não obstante, argumentou que até o nome do seu candidato ao governo ainda está indefinido. “O meu candidato será aquele que meu grupo político marchar. Não sei quem será o candidato. Se vamos fazer aliança, se vamos fazer coligações, se vamos ampliar o grupo, receber companheiros, receber adesões ou se vamos aderir, eu não sei. Isso vai se encaminhando. Estamos no mês de setembro, a um ano e pouco das eleições”, divagou.

Além do candidato ao governo, Tarcízio terá outros candidatos também, para o Legislativo. E de acordo com a máxima universalmente aceita na política, apoio não se recusa. Se Jairo apoiar os candidatos ungidos por Tarcízio, por que não? E Wagner? Não vai achar ruim? Não vai cobrar de Jairo? Pode ser, mas quem sabe qual será a relação do governador com o prefeito até a campanha do ano que vem? Quantos já apoiaram em campanha um lado oficial e o oposto no “paralelo”?

O prefeito exige apoio e empenho. Apoio a quem exatamente? Aí a definição fica para mais tarde. “Vou orientar as pessoas que me consultarem a apoiar o candidato do nosso grupo. Quem estiver fora dessa caminhada não pode efetivamente militar na administração municipal. Não só apoiar de boca mas apoiar com ações, com atitudes. É importante que a gente visualize, que eles verbalizem. Já foram convidados a tomar essas atitudes. Se não tomarem ou não seguirem, tomo eu”, avisou na única parte dura de sua fala.

O certo é que Tarcízio usufrui o quanto pode deste momento em que tem nas mãos o controle do bem mais precioso em poder do DEM, que é a prefeitura de Feira. É o diretor. Controla a ação. Diz quando o personagem entra ou sai de cena.

E assim, Jairo ganhou, no mínimo, tempo.

Castração na UEFS é teste para ação mais ampla

Pela primeira vez em Feira de Santana cães e gatos serão castrados, com o propósito de diminuir a superpopulação animal. O projeto piloto será desenvolvido, inicialmente, no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

A castração dos animais vai ocorrer neste final de semana. Cerca de 180 cães e gatos serão submetidos ao procedimento, no próprio campus da Uefs, no laboratório BIO 01, do módulo I, nos dias 19 e 20.

O mutirão vai contar com a participação de 30 estudantes do curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Ciência e Tecnologia (FTC), agentes do Centro de Controle de Zoonoses, além de professores da área de Ciências Biológicas da Uefs e médicos veterinários.

O procedimento de castração animal é uma ação conjunta do Comitê de Bem-Estar da Uefs (CEUA), FTC, do Centro de Controle de Zoonoses e da Vigilância Epidemiológica da prefeitura.

Baiano enquadra José Serra

Como quase não dorme, José Serra passa parte da madrugada no Twitter. Na de hoje estava especialmente ativo. Ia dar 2 da manhã quando ele tratou de alardear que é contra legalização de bingos, aprovada em Comissão da Câmara Federal “Sou contra legalizar bingos e caça-níqueis. E vou trabalhar contra. Geração de empregos é pretexto, conversa fiada. http://migre.me/7dL8”, opinou.

Boa.

Em seguida resolveu avisar que viria a Salvador hoje. E foi infeliz. “Vou a Salvador de manhã. Palestra sobre o desenvolvimento econômico do Nordeste e programa Balanço Geral da TV Itapoan”. Pouco depois completou: “Ir à Bahia me causa um estranho efeito: bom humor ao acordar cedinho para pegar avião. E vontade de enforcar o trabalho...”

O atento soteropolitano @ygortischenko (soteropolitano de Moscou?) reagiu: Por que não gosta de Trabalhar ? Como é isso ? De que estado vem a maior mão-de-obra de SP?

Serra respondeu e desceu o pano: - Não, @ygortischenko, é porque dá vontade de ficar mais uns dias na Bahia, sem compromisso. Boa noite a todos.

Pegou mal. Ô dona Mônica, bota esse homem pra dormir mais cedo.

Último dia de Tribuna Feirense diária no papel

Sei que não é com alegria nem por gosto que César Oliveira e Valdomiro Silva encerram hoje a edição diária da Tribuna Feirense. Mas basicamente é uma imposição dos novos tempos. Eu sempre achei que particularmente no caso de Feira, um bom jornal semanal seria bem mais interessante e viável que um diário, sempre correndo atrás da vã tentativa de competir com rádios e TV que trazem antes todos os fatos do dia. A grande diferença é que rádio e TV não são escritos, ou seja, não podem ser guardados, consumidos no momento em que for mais conveniente. Ou você assiste ou perdeu. O jornal era o único meio que trazia este registro escrito dos fatos.

Com a internet tudo isso mudou. Áudios e vídeos podem ficar disponíveis para ser acessados a qualquer momento. E os textos escritos também aparecem ao longo do dia, ninguém precisa mais esperar o amanhecer do dia seguinte para ler um relato dos acontecimentos.

Sem contar, claro, que multiplicaram-se as fontes de informação. Bem ou mal, há muito mais gente competindo com o jornal. Resistir pode ser possível, mas apenas a partir de uma fortaleza que as condições atuais não permitiam à Tribuna.

Isso tudo porém tem um lado bom, que a meu ver supera com sobras o lamentável fim da edição diária impressa. É que quanto mais informação melhor. Quanto mais fontes melhor. O leitor que decida quem é mais relevante e confiável. Assistimos a um fenômeno nunca antes imaginável, que é a multiplicação de informativos em tudo quanto é cidade do interior. No caso de Feira, há vários sites e blogs que em algum momento já publicaram informações importantes que tiveram conseqüências na vida da comunidade. E vai acontecer cada vez mais, porque certamente outros irão surgir (espero até que isso se torne uma maneira de abrir um pouco mais o mercado para os profissionais em busca de trabalho).

O melhor de tudo é: aumenta o número de leitores. Com a vantagem de que agora o leitor não é passivo. Pode opinar, discordar, reforçar e acrescentar algo ao que foi originalmente publicado.

É claro que estamos no começo de um processo difícil de prever. Mas é inegável que é um avanço, apesar do sentimento em relação aos que ficarão pelo caminho. Ninguém se engane não, que a gente vai assistir a muito jornal desaparecendo país afora. Por alguns não haverá nada a lamentar.

No caso da Tribuna, espero que a mudança acabe por fortalecer a empresa, para que continue a praticar o jornalismo isento que sempre foi sua marca.

Reforma nas escolas da Direc 2

A Direc 2 está anunciando que vai reformar 68 das 155 escolas que fazem parte de sua área. Mas por enquanto está sendo feito só o levantamento da situação, até o dia 23 de setembro. Depois serão publicados os editais de licitação. Tomara que dê tempo para reformar até o início do próximo ano letivo. As demais escolas que precisarem devem entrar numa segunda etapa. Diz o comunicado da Direc que o dinheiro já está liberado.

As escolas ficam em Amélia Rodrigues, Anguera, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Feira de Santana, Ichu, Ipecaetá, Nova Fátima, Pintadas, Riachão do Jacuípe, Santa Bárbara, Santo Estevão, São Gonçalo dos Campos e Serra Preta.

Pelo menos o muro da Ubaldina Régis está sendo refeito, finalmente.


Leitor com opinião própria

Uma das grandes vantagens da internet como mídia é que quem lê pode palpitar também e não apenas engolir o que lhe foi dito. E quem escreve deve se sentir lisonjeado quando o leitor tem o que dizer, ainda que lhe conteste. Eu pelo menos me sinto.

Foi o caso quando lamentei e considerei um retrocesso o fato de uma comunidade pobre como a do Aviário se mobilizar para conseguir um carro para a polícia. Manoel Macedo discorda e travamos um pequeno debate. Ele acha que a mobilização social é importante e pode implicar num “corte das amarras de políticos inescrupulosos”.

Leia abaixo o segundo comentário postado pelo Manoel

Aproveito para alertar que, não sei porque razão, o Blogspot às vezes dá erro quando você clica para enviar o comentário. Neste caso, basta clicar de novo que a mensagem é enviada.

As diferenças de ponto de vista

Tudo o que fazemos pode ser visto de pelo menos três intenções diferentes, segundo o comunicólogo Umberto Eco. Assim creio que a sua interpretação seja apenas uma das intenções acerca do fato. No meu ângulo de leitura uma comunidade se organizar e buscar soluções vai ser sempre um avanço. Você parece só enxergar a ausência do “Estado”. O “Estado” é uma figura abstrata, o real é o povo. A construção de uma sociedade mais justa passa necessariamente pela conscientização e mobilização popular.

Então do meu ângulo de visão vai ser sempre um avanço quando uma comunidade pobre, mas organizada, procura resolver as suas demandas de forma pacífica buscando soluções próprias e sem esperar que o “Estado” diga o que deve ser feito, qual a solução.

A auto-estima e o sentimento de pertencimento são de grande valia para a construção da identidade. Ao se reconhecerem as pessoas passam a lutar de forma organizada pelos seus direitos e cortam as suas amarras com certos políticos inescrupulosos, que se aproveitam da miséria e a usam como combustível para suas carreiras.

Por certo você deve reconhecer a iniciativa da população do bairro Aviário como válida. Acredito que a sua crítica se restrinja à falta de políticas públicas direcionadas a aquele bairro.

Abraços e continue atento, fazendo as suas observações.

Manoel Macêdo

Fernando Torres em A Tarde

Fernando Torres conseguiu aparecer hoje na coluna Tempo Presente, de A Tarde. Do modo como apareceu, era melhor não ter aparecido. Veja a nota: 

O deputado Fernando Torres apresentou projeto na Assembléia Legislativa instituindo o "Dia do Colunista Social". Com todo o respeito aos confrades, é muita falta do que fazer.

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