14.12.09

@acm_neto nega ter sido “levado” por lobista

 

Defendendo-se da reportagem publicada na edição desta semana da Veja, que mencionei na postagem de ontem, o deputado federal ACM Neto faz reparos à informação divulgada na revista.

Respondendo no Twitter ao meu comentário, ele não negou a viagem à Itália com Paulo Roxo, que a revista chama de lobista e achacador de fornecedores do governo do Distrito Federal. Mas contesta os termos utilizados no texto assinado por Diego Escosteguy. A reportagem diz que Roxo levou Rodrigo Maia e ACM Neto para passear na Itália. ACM diz que pagou pelas passagens.

“O que você não sabe @glaucowanderley é que as passagens foram emitidas com as milhas que tenho na TAM. Apresentei todos os extratos do meu cartão de crédito para a Veja comprovando os pagamentos”, argumentou, colocando os comprovantes à disposição. ACM Neto enviou resposta à Veja, que espera ver publicada na próxima semana.

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Para governo, dificuldade com exame é exceção

Respondendo à notícia difundida pelo vereador Roberto Tourinho, que apresentou na Câmara hoje de manhã um cidadão que tenta há três meses fazer uma ressonância magnética, o governo municipal divulgou nota com números de exames de alta complexidade autorizados todos os meses pela secretaria de Saúde, que de acordo com os números oficiais superam a marca de dois mil por mês.

São 372 ressonâncias, 811 tomografias, 220 cintilografias e 650 densitometrias. “Mas é claro, é natural, que mesmo nesse universo de centenas de exames liberados, surja um ou outro paciente com alguma dificuldade, com alguma insatisfação”, afirmou o secretário João Carlos Cavalcante.

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Sufoco da imprensa em Serrinha

 

Rádios de Salvador, Feira de Santana e até São Francisco do Conde, que disputava o título, não puderam transmitir o jogo decisivo do intermunicipal ontem em Serrinha. Espremidos em um palanque com no máximo 6x6 metros quadrados, armado especialmente para o jogo final, 29 profissionais entre locutores, comentaristas e técnicos (fora os penetras que precisavam a todo instante ser convidados a se retirar) tentavam trabalhar. Cada equipe dividia uma mesinha de bar.


Uma amostra do amontoado no "camarote" da imprensa


Nem todos conseguiram entrar no ar. "Tivemos sinal até meia hora antes do jogo começar. Caiu e não voltou mais. Vai ser difícil justificar isso por lá", lamentava Antônio Assunção, da São Francisco FM.

"Contratamos a linha por R$ 300 e não conseguimos transmitir", queixava-se o locutor Paulo José, da Sociedade de Feira de Santana. Como representante da Associação de Cronistas Desportivos na cidade, ele disse que sempre sofre no intermunicipal e "só ouve desculpas da Federação Baiana".

A Tudo FM, de Salvador, desistiu de transmitir. "Tem várias rádios que não conseguiram e o técnico da empresa telefônica sumiu", queixava-se o repórter Jorge Catugy.

Os técnicos apareceram, mas não conseguiram resolver o problema. "O problema é no equipamento da rádio", acusou Paulo Juriti, a serviço da Oi, depois de tentar em vão colocar no ar todos os que estavam no palanque improvisado.

Precária também foi a situação das emissoras de TV, que precisaram se instalar em cima dos bancos de reservas, como mostra a foto abaixo, de Reginaldo Pereira, como a anterior:


Segundo o coordenador de esportes do município, Eguiberto Matos, a Federação não deu instruções suficientes sobre a estrutura que deveria ser montada para atender as emissoras. Ele desconhecia inclusive a metragem do que chamou de camarote da imprensa. Bem menor do que o camarote dos convidados da prefeitura, logo ao lado, que abrigou uma multidão, onde alguns inclusive não se mostravam nem um pouco interessados no jogo.

"A Federação fez várias reuniões e ata por escrito, desde que ficaram as quatro equipes semifinalistas, dando orientações sobre como proceder", justificou-se  o presidente da Federação Baiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues.

"A Federação tem que incluir um representante dos profissionais na vistoria antes de liberar o estádio. E se o estádio não tiver condições, que se transfira o jogo para outro", defendeu Jair Cesarinho, diretor regional da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que cobrou "um mínimo de condições" para a imprensa trabalhar.

 

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Prefeitura pode perder pelo menos R$ 300 mil no Subaé Brasil

 

O município de Feira de Santana sabe que tem pelo menos R$ 300 mil em créditos no Subaé Brasil, cooperativa liquidada pelo Banco Central. A procuradoria já recebeu a incumbência de tentar recuperar o recurso, de acordo com o secretário da Fazenda, Walter Gonçalves.

O problema é que o último presidente da instituição, Rubem Cerqueira, já admitiu em entrevistas que acha difícil que os credores consigam receber, pois não há dinheiro.

“O valor é muito grande diante dos nossos critérios de zelo com a coisa pública”, estimou o secretário. Na verdade o prejuízo pode ser ainda maior, já que o governo não conseguiu mais obter extratos atualizados desde que a instituição fechou as portas para o público, meses antes da liquidação extrajudicial.

As informações foram transmitidas pelo secretário da fazenda em entrevista ao repórter Ney Silva. O secretário explicou que a cooperativa fazia arrecadação de impostos. O contribuinte podia pagar em suas agências taxas e impostos municipais. É o que ocorre nos bancos e até casas lotéricas.

O credenciamento da cooperativa, feito no governo anterior, foi defendido pelo secretário. “O objetivo era preservar empregos, incentivar cooperativa, que era instituída em lei, com previsão legal, tudo dentro das normas”, justificou.

Em sua página na internet, que continua no ar, o Subaé Brasil declara sua gratidão ao ex-prefeito José Ronaldo. “Foi aí que, com apoio da Prefeitura Municipal de Feira, através do Prefeito Jose Ronaldo de Carvalho, foi aberta a primeira filial da SubaeBrasil no centro comercial mais importante de Feira o Centro de Abastecimento. O que ocorreu em 22 de outubro 2001”, diz a certa altura o site.

Walter Gonçalves lembrou que em 2 de setembro, diante dos boatos da insolvência do Subaé Brasil, o governo publicou o decreto 7.818, listando os bancos credenciados. A lista não continha o nome do Subaé Brasil, que foi comunicado oficialmente pelo governo sobre o descredenciamento. Segundo o secretário, o decreto não mencionou explicitamente a exclusão do Subaé Brasil para não agravar ainda mais as dificuldades enfrentadas pela instituição. “Se colocássemos nota diretamente ligada ao Subaé Brasil isso poderia provocar pânico maior. Nenhuma instituição financeira agüenta onda de boatos”, considerou.

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Cuca homenageia Luiz Gonzaga amanhã


 

O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) promove o show “Tributo a Luiz Gonzaga”, reunindo os cantores Márcia Porto e Timbaúba, além dos instrumentistas Neném do Acordeon, Jota Sobrinho e convidados. O evento, aberto ao público, acontece às 20 horas desta terça-feira (15), no teatro de arena, uma homenagem ao "Rei do Baião", gênero musical que o consagrou.   

O show "Tributo a Luiz Gonzaga" será realizado um pouco depois da data do nascimento do “Velho Lua”, como também ficou conhecido. Ele nasceu em 13 de dezembro de 1912, na Fazenda Caiçara, zona rural de Exu, sertão de Pernambuco.

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Exame conseguido na justiça, mas não realizado

 

Em discurso na manhã de hoje na Câmara de Feira de Santana, o vereador Roberto Tourinho apresentou o caso de um paciente – que estava na galeria assistindo a sessão – que precisou recorrer ao Ministério Público, para obter autorização para uma ressonância magnética pelo SUS na rede municipal.

Obtida a autorização, Bartolomeu Oliveira Queiroz teve a marcação do exame inicialmente para 29 de novembro no IHEF, empresa particular que presta serviço ao município. O exame acabou remarcado para 13 de dezembro, mas novamente não ocorreu.

“Chegou lá e não conseguiu fazer. Manda para um, manda para outro, diz que está em reforma, diz que não vai fazer e não fez. Está aqui a situação da saúde em Feira de Santana. Entrou no Ministério Público, três meses esperando e até hoje está esperando”, relatou o vereador oposicionista.

Tourinho aproveitou para criticar a divulgação do sistema digital de Saúde pelo município. “A prefeitura cria factóides e espaço na mídia, mas na realidade o que observamos é um caos na saúde pública do município seja nos serviços prestados pela prefeitura seja nos que são prestados através de convênio com prestadores de serviços. Isso é o que está acontecendo em Feira de Santana em todos os pontos na saúde em nossa cidade”, acusou.

O governo foi defendido pelo vereador Roque Pereira, o qual garantiu que há avanços na Saúde e classificou os problemas como “casos isolados”.

A gravação do pronunciamento do vereador pode ser ouvida no Blog do Velame

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Jornal da Band mostra o big-brother da saúde feirense

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13.12.09

@acm_neto enganchado com Arruda

Na Bahia, a matéria da página 77 da Veja desta semana pode ser lida do fim para o começo.

“No Carnaval deste ano, Roxo levou os deputados Rodrigo Maia e ACM Neto para passear na Itália. Tomaram bons vinhos e visitaram a pista da Ferrari, em Maranello. Antes de o escândalo vir a público, Roxo, Arruda e Maia planejavam divertir-se com a família na Disney, em janeiro”, diz o último parágrafo do texto assinado por Diego Escosteguy.

E quem é este Roxo, que andava com @acm_neto, Arruda e Rodrigo Maia? É quem a revista chama de “elo nem tão perdido entre o DEM e Arruda”. É também descrito pela publicação como lobista achacador de fornecedores do governo do Distrito Federal e finalmente, conexão nacional de Arruda (e seu esquema) com os figurões do partido.

Talvez por isso o assunto Arruda incomoda o deputado baiano, como demonstrou ao me responder no Twitter, onde fiz o seguinte comentário no dia 9 de dezembro. “Antes do Demsalão do Arruda @acm_neto frequentava mais este espaço. Recolheu-se”.

Ele respondeu no dia seguinte nos seguintes termos: "@glaucowanderley Como você quer que eu esteja aqui toda hora se estou participando de reuniões o dia todo? Acompanhe um dia meu aqui em BSB e veja se me recolhi..."

Eu fazia apenas uma constatação, não uma acusação. Já o texto da Veja é um tanto mais embaraçoso para ele.

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