O frustrante empate com o Vitória no Jóia da Princesa depois de abrir vantagem de dois a zero tirou o Fluminense da zona de classificação no Grupo 2. Sem dois titulares, terá que enfrentar um Colo-Colo que luta para fugir da lanterna há duas rodadas e vem com os brios feridos após a goleada de 4 a 0 sofrida contra o Feirense sábado.
Devido às condições dramáticas do Colo-Colo e ao fato do jogo ser na casa do adversário, o tricolor feirense espera um jogo dos mais difíceis, porém entende que é hora de vencer para melhorar a posição na tabela. O Fluminense joga desfalcado de dois titulares (Jó e Nildo), ambos suspensos por cartão amarelo.
Serão as únicas alterações da equipe. O técnico Laelson Lopes considera satisfatório o desempenho do grupo e culpa a arbitragem por não ter conseguido os três pontos domingo. O clube vai entrar com uma representação formal junto à Federação Baiana pelo que considera erros da arbitragem. Tanto na marcação do pênalti e da falta que deram origem aos gols do Vitória quanto no aspecto disciplinar.
Mas como ponto perdido não volta mais, o Touro trata de se reforçar. O técnico Laelson Lopes recomendou a contratação do atacante Tiago, 25 anos, com quem trabalhou no Corinthians de Alagoas. O jogador já passou pelo futebol coreano e atualmente estava no interior de São Paulo. O contrato foi assinado segunda-feira.
Ainda falta pelo menos um meio campo, que a diretoria ainda procura para completar o elenco.
3.2.10
Flu contra o desesperado Colo-Colo
Tá faltando zagueiro no Feirense
O Feirense tem problemas na defesa para o jogo contra o Vitória e talvez tenha que recorrer ao improviso para montar a zaga que entra em campo hoje. Depois da “vassourada” da semana passada, o time ficou com apenas três zagueiros. Sílvio está contundido e há dúvidas sobre a possibilidade de recuperação. Valdo está suspenso por cartões amarelos. O único em condições é Tom, que é reserva, mas ganhou a vaga graças aos problemas dos companheiros. Outro contundido que pode ficar de fora é o meio campo Germínio.
O técnico espera a vinda de mais um zagueiro e um atacante. Mas por enquanto, as novas contratações estão em outro setor. O presidente Dílson Gamela pretende anunciar hoje (QUARTA) um meia esquerda e um meia direita, cujos nomes ele não revela, porque os contratos ainda não tinham sido assinados até o meio da tarde de ontem.
Mesmo com os problemas para escalar o time, o dirigente se mostra otimista. Para ele as equipes estão niveladas na competição.
“No nosso grupo, até a diferença de pontos é pequena. Se ganhamos hoje e o Bahia perde, vamos ficar na frente”, raciocina. O Bahia, segundo colocado, tem apenas dois pontos a mais que o lanterna do grupo, o próprio Feirense. “Antigamente o Bahia e o Vitória disparavam na frente”, recorda.
2.2.10
Doze homens assaltam BB em Mairi


fotos: Gleidson Santos (Na primeira o carro incendiado, com o mercado municipal ao fundo. Na outra, a frente da agência, com o carro ao fundo. Clicando sobre a imagem você pode ver melhor)
Doze homens encapuzados assaltaram o Banco do Brasil em Mairi, cidade do semi-árido, a 280 quilômetros de Salvador, no final da manhã de segunda-feira. Os homens agiram com violência, dando tiros aleatoriamente nas imediações da praça Juraci Magalhães, onde fica a agência. As pessoas que estavam perto, nas ruas e no comércio, foram obrigadas a ir para a frente do banco – que é o único da cidade – para servirem de escudo, caso a polícia chegasse.
Estas mesmas pessoas também foram roubadas, assim como alguns dos clientes que aguardavam atendimento do lado de dentro e foram abordados pelos três membros da gangue que entraram na agência.
O assalto começou pouco depois de 11 da manhã e durou menos de meia hora. Os bandidos chegaram em dois carros. Um deles, um utilitário Fiat Doblô, tinha placa de Mauá, cidade do estado de São Paulo. Este carro falhou na hora da fuga e foi incendiado.
Os ladrões então fugiram com o carro do gerente da agência, que foi levado como refém, juntamente com dois vigilantes. Todos foram soltos na saída da cidade e o carro do gerente abandonado. A polícia acredita que um outro veículo aguardava no caminho para ajudar na fuga.
O delegado regional Eduardo Brito, de Jacobina, esteve em Mairi para pegar informações com o gerente, mas devido ao estado emocional do funcionário, o depoimento formal foi adiado para hoje. Somente nesta terça-feira também será calculada a quantia roubada. “A ação parece ter sido de amadores. Temos uma boa pista, vamos ver se conseguimos capturá-los logo”, projetou o delegado.
O bando começou a ser procurado ontem pelas estradas da região, com ajuda de policiais civis e militares de cidades vizinhas. A própria cidade tem pouco apoio a oferecer. Diariamente a população (20 mil pessoas, de acordo com a estimativa 2009 do IBGE) conta com um policial civil e dois militares de plantão. O delegado está de férias. A polícia civil não tem viatura. A militar tem uma, quebrada. “Está encostada há quase 15 dias”, confidenciou um PM.
CORRERIA
O comerciante Reginaldo Lima, dono de um box no mercado municipal, na diagonal do banco, foi uma das vítimas. Antes que conseguisse correr, um dos nove bandidos que agiram do lado de fora ocupando as esquinas em torno do banco, foi ao seu comércio e o obrigou a sair para compor o escudo humano. Ele estava com um celular e dinheiro no bolso e teve que entregar tudo. “Meu celular custou R$ 600,00”, lamentava, ao mesmo tempo em que se mostrava aliviado por não ter sido atingido por nenhum dos tiros. “Eles disparavam o tempo todo. Atiraram aqui dizendo ‘Olha, a arma não é de brinquedo não’”, contou, apontando o buraco na parede do box. Outros pontos na vizinhança estavam com marcas dos tiros.
O vizinho da frente, do mercadinho São João, teve mais sorte. Junto com alguns clientes, correu para os fundos e se escondeu. Como largou as portas abertas, foi dentro do seu mercado que os ladrões pegaram a garrafa de álcool com a qual puseram fogo no carro. “A nossa polícia está desmoralizada”, constatava João da Silva.
1.2.10
Uefs realiza Feira de Adoção de Animais
A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Comitê de Ética no uso de animais (CEUA), realiza em 1º de fevereiro a 1ª Feira de Adoção de Animais, das 9 às 17 horas, na Praça do Engenho e da Arte, no módulo 3.
O evento tem como objetivo reduzir o número de animais domésticos, como cães e gatos, abandonados na Uefs, e chamar a atenção para os direitos dos animais. Segundo a lei de crimes ambientais, o abandono de animal é crime.
Ano passado, com o apoio do Centro de Controle de Zoonoses, a Uefs castrou, vacinou e vermifugou 50 gatos e 4 cães. A medida foi adotada para reduzir a reprodução descontrolada dos animais. Estima-se que pelo menos 200 gatos e 30 cães povoam o campus da Uefs.
Moradores apontam bairros dominados pelo tráfico
Com riqueza de detalhes, uma carta assinada por Mães sofredoras do Fraternidade denuncia um alto índice de tráfico de drogas, praticado abertamente nas esquinas do bairro e adjacências.
A carta foi endereçada ao programa Ronda Policial, que Valter Vieira e Lucival Lopes apresentam diariamente na Rádio Subaé. No texto, é feito um apelo por mais policiamento, delegacia da polícia federal, toque de recolher e qualquer coisa que possa amenizar a situação. Segundo a carta, há muitos menores envolvidos no tráfico, vendendo, usando armas e vigiando as esquinas. Leia:
Feira de Santana,11 de janeiro de 2010
Ao radialista Valter Vieira, da Ronda Policial da Rádio Subaé, venho por esta escrita pedir socorro aos comandantes do Batalhão, governantes e policiais de coragem.
Nós, mães sofredoras do conjunto Fraternidade, Sergio Carneiro, Francisco Pinto etc., pedimos ajuda de polícia noturna ou toque de recolher, porque aqui está demais. Os traficantes estão comandando todos os bairros. Venho pedir com urgência ajuda.
Nós não estamos mais aguentando ver crianças e jovens se acabando no mundo das drogas. Em cada esquina das ruas estão meninos vigiando quem entra e quem sai. Quando aparece a polícia eles avisam através de celulares. Nas ruas Salmo 23, 24 e 25 e etc, eles alugaram as esquinas. No ponto de ônibus e na praça eles ficam à espera dos carros e motos para fazer a entrega.
Nós mães estamos sofrendo ao ver a ganância por armas e drogas.
Então, Valter, nos ajude. Entregue a carta ao comandante do Batalhão. Se quiser pode ler e sinta o drama de nós pais ao ver tantos jovens, adolescentes e crianças se acabando nesse mundo das drogas e crimes.
Valter, eu só quero ver quando vai chegar um posto, ou melhor uma Delegacia da Polícia Federal aqui em Feira.
Nós, mães aflitas do Conjunto Fraternidade agradecemos. Um forte abraço a todos da Subaé.
Mães Aflitas do Fraternidade
31.1.10
Feirense exagera na primeira vitória: 4 a 0
No duelo entre os dois últimos colocados de cada grupo, o Feirense sacou mais rápido. Logo aos três minutos, Ricardinho aproveitou o rebote do goleiro Paulo César em uma cobrança de falta e bateu de esquerda, abrindo o placar.
A desvantagem atiçou o Colo-Colo, enquanto o Feirense acomodou-se. Antes dos 30 minutos, o Colo-Colo trocou Romário por Celso na frente e conseguiu dar mais velocidade ao ataque, levando perigo à meta do goleiro Tigre. Enquanto isso, o Feirense abusava de errar passes.
O segundo tempo começou novamente sob pressão do Colo-Colo, que trocou Hugo por Paulo Henrique e partiu pra cima em busca do empate. Pressionado, o técnico Zanata fez três substituições de uma vez antes da metade do segundo tempo. Quando Germínio saiu por contusão, Zanata aproveitou para tirar também Jamaica e Marcos Neves. Entraram respectivamente De Sá e Capone.
Aos 28 o Feirense jogou um balde de água fria na reação do Colo-Colo, quando novamente aproveitando uma rebatida do goleiro, Tom marcou o segundo. O visitante, que já vinha se lançando ao ataque com todas as forças, continuou a perseguir o gol, deixando ainda mais aberta a retaguarda. Até que Sandro aos 37 liquidou as esperanças de reação com um contra-ataque onde apenas um zagueiro teve que enfrentar três adversários. O mesmo Sandro, cobrando falta, fez o quarto, selando a goleada aos 41.
O Colo-Colo volta para Ilhéus na mesma condição em que chegou, na última posição do grupo 1. Já o Feirense tem a chance de passar a lanterna do grupo 2 para Ipitanga ou Fluminense, a depender dos resultados deste domingo.
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Feirense: Tigre, Edmar, Valdo, Tom e Sandro; Germínio (Carlos), Fábio Santos, Flávio e Marcos Neves (Capone); Jamaica (De Sá) e Ricardinho
Colo-Colo: Paulo Cesar, Maicon, Douglas, Eduardo e Wesklei; Peu, Bruno (Tiago Fernandes ), Flavinho e Inho Baiano; Romário (Celso) e Hugo (Paulo Henrique)
Presos tentam novamente fugir do Complexo superlotado
Fotos: Jorge Magalhães
A superlotação do Complexo Policial levou a uma nova rebelião na tarde de ontem. Os presos tentaram fugir e conseguiram quebrar as grades das celas, mas foram contidos quando tentavam transpor a outra grade de onde poderiam alcançar a rua.
Os presos fizeram reféns entre eles mesmos. Pelo menos um destes era um estuprador, que foi levado ferido para o Clériston Andrade, quando tudo se acabou, já perto da meia noite. Outros quatro presos precisaram de atendimento médico.
Para invadir o local onde os presos se agruparam o delegado regional chamou o COE (Comando de Operações Especiais) da Polícia Civil, já que o grupamento dispõe de treinamento específico para o tipo de situação; além de armas que dão tiros, mas não matam, usando balas de borracha. Foram trazidos também dois cachorros, um dos quais acabou mordendo um policial na confusão da invasão. O policial saiu de ambulância com o braço sangrando, para o Clériston Andrade, e voltou ainda no final da ação.
Em cerca de 15 minutos o COE invadiu, deu tiros, soltou bombas e acabou com a rebelião. Em meia hora estavam voltando para Salvador, pouco depois de 11 da noite. No Complexo, ficou a tarefa de avaliar os prejuízos e ver como fazer para agrupar os presos.
O espaço é mínimo. Considerando quatro presos por cela, com 15 celas, são 60 presos. Ontem havia quase 150. A rebelião começou logo depois do almoço e o delegado Fábio Lordelo, que já tinha ido para Salvador no fim de semana, teve que voltar à cidade para as negociações. Quase nove horas da noite, depois de pedir a presença de parentes, imprensa e um vereador da comissão de direitos humanos (veio o vice da Comissão, Marialvo Barreto, já que o titular estava fora da cidade), os presos decidiram pedir ainda um documento por escrito, garantindo sua integridade física após o fim do movimento.
Quando o documento foi elaborado, assinado e lido, novas exigências. Os presos queriam que a luz fosse acesa de imediato, que a imprensa entrasse para ver as condições. Mas o delegado não cedeu mais. Argumentou que já atendera todas as reivindicações e sempre eram colocadas novas. Que era, portanto, o momento dos presos cumprirem sua parte. Não houve concordância.
Os policiais acharam que os presos estavam apenas querendo ganhar tempo, talvez preparando alguma retomada da ação. Queixavam-se também que como não havia uma liderança e reivindicações definidas, a todo momento um deles fazia uma nova proposta, impedindo o encerramento da questão. Decidiram então invadir o recinto e para isso o COE foi chamado.
Durante o dia, tinha sido discutida a possibilidade de transferência para o Conjunto Penal de Feira de Santana. Mas a polícia foi informada de que não havia vagas. O presídio de Feira é o mais superlotado do estado. E a polícia civil da cidade prendeu no ano passado mais de mil pessoas. Centenas destas foram soltas. Outras ajudam a superlotar o presídio e o Complexo. A rebelião anterior ocorreu em 24 de dezembro, com outra tentativa de fuga, no dia em que as visitas estavam proibidas.
