28.4.09

A imprensa ponguista

Em entrevista ao repórter Paulo José no programa Acorda Cidade desta terça-feira (28), o deputado federal Fernando de Fabinho explicou-se sobre como usava as passagens da cota de seu gabinete. Uma preocupação clara do discurso do deputado foi incluir o máximo de gente possível na lista de beneficiários.

Praticamente ele quis caracterizar a coisa como uma ação social, ao dizer que ajudava pessoas carentes com a doação de passagens. Fabinho lembrou que esta prática da cota de passagens sendo distribuída a quem bem eles entendessem é prática antiga do Congresso. Nas palavras dele já vem sendo feito há 40 anos.

A certa altura, Fabinho relacionou entre os beneficiários pessoas da imprensa.

"Era uma constante. Nós através do nosso mandato e tantos outros deputados servimos a todos no Brasil. Servimos ao evangélico, ao católico, à igreja batista. Nós já tivemos a oportunidade de servir a imprensa de modo geral. Quantas e quantas pessoas da imprensa de Feira de Santana, por exemplo, já viajaram através do meu gabinete? Muitos. Qual a intenção? A intenção de que nós estávamos burlando? Não. É porque estavam fazendo um trabalho importante, de divulgação, de buscar notícia, de trazer o entretenimento e buscava o apoio de todos nós e nós servíamos, para que essas pessoas pudessem levar ao povo de Feira de Santana as informações necessárias."

O apresentador do programa, Dilton Coutinho, rapidamente avisou que ele nunca viajou nestas condições, no que foi seguido por Thaine Rodrigues e Beto Moreno.

Quem foi que viajou afinal? Isso Fabinho não falou. Ele disse que seria necessário solicitar às companhias aéreas uma lista "incalculável" de pessoas beneficiadas. Fabinho disse que seu gabinete sempre teve uma fila de espera em busca de doação de passagens.

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