
30.5.09
Bastam oito anos

Agente de Limpeza ou Gari?
Apesar da cruzada pela utilização do termo politicamente correto Agente de Limpeza de Rua, movida pelo secretário de Serviços Públicos, Luiz Araújo, os garis continuam sendo garis até nos atos oficiais, como em uma portaria publicada hoje, concedendo licença-prêmio a um deles.
Essa mania de ficar alterando nomenclatura além de servir para confundir (você fica sem saber o que o politicamente correto quer mesmo dizer), na verdade tem mais cara de preconceito que de promoção.
Qual o problema de chamar um gari de gari? Quando se modifica a nomenclatura é que fica mesmo parecendo que o trabalho não tem valor. É como se dissesse “é tão vergonhoso ser gari que temos que dar um nome pomposo, para disfarçar”. Ser gari não é nada vergonhoso, é claro. E eles ficariam muito mais satisfeitos se pudessem ganhar mais, ao invés de serem chamados de Agente de Limpeza de Rua.Joilton viajou na cota de Fabinho
Provocado por um ouvinte – um Bocão, como o próprio apresentador chama – que queria saber sobre uma lista de radialistas e jornalistas que viajaram com passagens aéreas da cota do deputado Fernando de Fabinho, Joilton Freitas, do programa Rotativo News, tratou logo de colocar ponto final em especulações com o nome dele. Afirmou que não sabe de lista nenhuma, mas que viajou com passagem paga por Fabinho para receber uma premiação como radialista em Fortaleza.
A revelação detonou uma série de telefonemas de pessoas que ligaram para o programa questionando a atitude, mas Joilton se defendeu assegurando que não via qualquer erro, já que a norma até então não impunha nenhum tipo de restrição e o deputado podia utilizar sua cota como achasse conveniente.
Outros radialistas, quando o caso veio à tona, por meio de entrevista do próprio Fernando de Fabinho, trataram de dizer que não viajaram, nem por meio dele nem de qualquer outro deputado.
Entendendo que não fez nada de errado, Joilton assumiu. “Não me sinto constrangido. Não cometi crime nenhum, nem o deputado”. Se outros terão a mesma postura corajosa, não se sabe. Afinal, coragem é muito bom, mas poucos têm.
A solução é Copa todo ano
Greve no Primeiro Mundo
29.5.09
Receita investiga recibos falsos na Bahia
De um ano para o outro, o número de declarações retidas nos parâmetros relativos a despesas médicas aumentou 369,4%. No exercício 2008 foram 7.334 declarações incidentes nesses parâmetros. Para o exercício 2009, são 27.092. O cruzamento pela RFB das informações de despesas médicas dos diversos contribuintes com os rendimentos declarados pelos profissionais de saúde identificou indícios de fraudes.
Por isso serão fiscalizados tanto os profissionais quanto os declarantes das despesas médicas, e não apenas através da malha fiscal. As malhas são apenas uma das formas de seleção, não estando o contribuinte livre de fiscalização, caso tenha “escapado” da malha.
PENALIDADES
Caso seja constatada a utilização de recibos inidôneos, é aplicada multa qualificada de 150% sobre o imposto apurado, além do encaminhamento de representação para fins penais. O Ministério Público Federal, nesses casos, tem denunciado por estelionato, podendo ainda o denunciado responder a processos por crimes fiscais perante a Justiça Federal.
No ano passado, a partir da “Operação Despesas Médicas”, desencadeada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Bauru/SP, foi decretada pela Justiça Federal a prisão de uma dentista, acusada de emitir recibos a clientes que tentaram driblar o fisco e obter abatimento no Imposto de Renda. A dentista responde a 61 processos só na Justiça Federal de Bauru.
Com informações da assessoria da Receita Federal
Desavisado
28.5.09
Igualando por baixo
A bombástica e politicamente incorreta declaração foi dada em entrevista no rádio pelo dirigente da APLB, Germano Barreto, quando se queixou do reajuste linear de 5,6% concedido pela prefeitura a todos os servidores, não importando se professores ou agentes distritais.
Em matéria de declaração de gosto duvidoso, o secretário José Raimundo não fez por menos, ao reclamar contra as paralisações da APLB e dizer que a prefeitura não pode dar mais. Sendo secretário, que ganha mais de R$ 7 mil líquidos, tentou colocar-se na mesma condição dos combalidos colegas, argumentando que, como professor da rede municipal, também gostaria de reajuste maior, mas a crise não permite.
A disposição dos dirigentes do sindicato é entrar em greve. De certo, por enquanto, mais dois dias de paralisação (quinta e sexta) na próxima semana. Quinta tem audiência com o prefeito Tarcízio Pimenta. Sexta a Assembléia deve decidir se entra em greve ou segue com as paralisações semanais.
De espiões e esconderijos
Fico sabendo pelo rádio que agora a passagem pelos portais da prefeitura depende da prévia identificação do pretendente. Naturalmente para evitar que estudantes revoltados com a passagem de R$ 2,00 tranquem o prefeito por dentro. Ou para obter previamente a identificação, facilitando o trabalho da polícia, caso repitam gesto semelhante ao de sexta-feira passada, quando trancaram o prefeito no próprio carro. Paulo José protestou no seu programa Jornal das Duas, ao dizer que parece uma prisão, tudo trancado.
Um alívio temporário no Contorno
A gente sabe que a buraqueira no Contorno requer uma reforma completa, praticamente uma nova pista, que teria que vir junto com a duplicação (o certo mesmo seria uma triplicação). Mas diante da assombrosa situação que vigora nos últimos tempos, toda melhora é bem vinda.
Depois de ter sido tema de queixas aqui mesmo neste blog e em toda a mídia local, afinal o Contorno está recebendo uma operação tapa-buracos nos pontos mais críticos como mostra a Tribuna Feirense de hoje.
No desespero eu apelei aqui até para a Prefeitura, descrendo da ação do DNIT. Mas felizmente desta vez o órgão federal parece que decidiu agir. A Prefeitura por sua vez, corre atrás de tapar os buracos incontáveis nas ruas da cidade, vítimas permanentes não das chuvas, mas do asfaltamento capenga que recebem.
Na avenida Getúlio Vargas, bem pavimentada em 1994, a chuva não cava buraco.
Estudantes contra-atacam: quem não tem direito de ir e vir é a população
Em nova investida acerca do episódio em que foi barrada a passagem do carro do prefeito Tarcízio Pimenta há uma semana na avenida Getúlio Vargas, o DCE da UEFS lançou uma nota pública alegando que na verdade, em função da má qualidade e do alto preço do transporte público na cidade, quem está sem direito de ir e vir é a população.
Rebatendo também as acusações feitas contra os manifestantes, a nota diz que é o poder executivo quem promove "práticas violentas, anti-democráticas e anti-populares", na repressão aos protestos contra o aumento da passagem de R$ 1,85 para R$ 2,00, que entrou em vigor em abril.
Leia abaixo a nota do DCE na íntegra:
O ato do dia 28 de abril de 2009 seria o primeiro de tantos outros que viriam fazer a historia das manifestações de rua em defesa do transporte coletivo de Feira de Santana. Durante o mês de maio, estudantes, sindicatos e associações estiveram nas ruas reivindicando, dentro das regras do jogo democrático, o direito à cidade.
Em cidades como Feira de Santana com cerca de 600 mil habitantes, a mobilidade urbana se dá basicamente pelo serviço de transporte publico. Por outro lado, é sabido e é notório que o sistema de transporte local, “falsamente” publico, apresenta desde problemas técnicos a problemas estruturais e sociais. Com a segunda maior tarifa do nordeste, Feira é a cidade que limita a realização do direito de ir e vir, não de um individuo que é interditado por estudantes, quando se recusa a marcar publicamente uma audiência publica para discutir os problemas do transporte desta cidade, mas dos seus habitantes, principalmente, das classes menos favorecidas que são excluídas do sistema devido aos elevados e sucessivos aumentos no preço da tarifa.
Embora as classes dominantes se utilizem da mídia para deslegitimar os movimentos sociais com aquela velha e rasteira tática de criminalização – baderneiros, vândalos, jogam tomates no prédio do SINCOL, colam adesivos do Passe Livre no carro do prefeito e por ai vai –, o movimento estudantil junto a outros grupos populares não recuam. Quando vozes reivindicam o discurso da democracia para que a coisas permaneçam como estão – ditadura de uns poucos privilegiados –, dizemos basta. Nos posicionamos contra todas as formas de opressão, como as que se configuram nos últimos ataques da Prefeitura de Feira: quando propõe, sorrateiramente, uma tarifa abusiva e irreal de 2 reais; quando fecha as suas portas no horário de funcionamento para impedir a entrada de cidadãos e quando utiliza-se da força policial que de forma truculenta tenta inibir as diferentes manifestações democráticas. Não restam dúvidas de que estamos diante de práticas violentas, anti-democráticas e anti-populares, protagonizadas pelo poder Executivo, que violam os mais básicos princípios de democracia e de cidadania.
Para os desconhecidos da história política e social de Feira de Santana (só para ilustrar), em 1968, a população ocupou a Câmara de Vereadores desta cidade por conta da não aprovação do Orçamento Participativo, proposto pelo prefeito Chico Pinto. Pela história desta cidade há de se reconhecer que foram as organizações populares e sua resistência que tornaram possível o sonho de que a democracia deixasse de ser apenas uma falácia, para ser realidade. E como a história continua, mais recentemente Feira orgulha seus habitantes com manifestações de caráter popular, artístico e democrático: no dia 28 de abril, ato em defesa do transporte público, que se encerrou depois que a Polícia espancou e apreendeu manifestantes; no dia 07 de maio, mais um ato de luta pelo transporte coletivo; no dia 21 de maio, estudantes fecham a BR/116 em protesto contra as péssimas condições do transporte público desta cidade, enquanto a população do Bairro Aviário ocupa a Prefeitura reivindicando o direito à moradia; no dia 19 de maio, professores da rede municipal fazem um protesto em frente a Prefeitura reivindicando melhores condições de trabalho; no dia 21 de maio, um grupo de manifestantes reivindica do prefeito Tarcízio Pimenta uma audiência pública para tratar de questões relativas ao transporte público. Tudo isso, para lembrar, antes de tudo, que: A cidade é nossa!
Nota do DCE – UEFS. Gestão Ousar Lutar Quando a Regra é Ceder.
27.5.09
INACREDITÁVEL
"Estrutura de primeiro mundo. Tudo que a gente pode sonhar tem aqui no Hospital Regional". Este é um depoimento não identificado, que aparece em uma propaganda do governo do estado nas emissoras de rádio de Feira de Santana, referindo-se ao Clériston Andrade.
A vantagem da propaganda direcionada para a cidade é que a gente consegue identificar com facilidade as mentiras.
PS: recebi alguns comentários de leitores sugerindo que pode estar havendo confusão. Que a propaganda a que me refiro trata de um hospital novo, a ser inagurado em Santo Antônio de Jesus. De fato existe esta propaganda do governo do estado na TV, referindo-se ao hospital de lá e usando o mesmo batido termo "coisa de primeiro mundo". Mas a propaganda a que me referi nesta nota é no rádio e fala mesmo é do Clériston Andrade.
26.5.09
Antes tarde que nas férias

“Os estoques são suficientes para um período de 10 a 15 dias. Mas, antes de ser consumido, vamos reabastecer as escolas novamente”, promete o coordenador da merenda escolar, Álvaro Galvão Filho.
A Secretaria da Educação está usando dois caminhões para entregar os produtos. Ao todo são 215 escolas.
PS: a denúncia da falta de merenda nas escolas foi feita na Câmara três semanas atrás
Feira: 2ª cidade com mais vagas no interior do país
O texto publicado no site Portal Fator Brasil considera que "buscar emprego longe das grandes metrópoles pode ser uma ótima saída em época de crise, recessão de empregos, e saturação de vagas nas grandes cidades".
O Diretor de Marketing da Catho Online, Adriano Meirinho, responsável pela pesquisa, diz que "no interior, como muitas vezes falta mão-de-obra qualificada, há salários e pacote de benefícios até melhores do que nas grandes capitais. Muitas empresas oferecem até uma ajuda de custo inicial para o profissional que precisa mudar de localidade".
A Catho só não informa quantas nem quais vagas estão abertas nas cidades interioranas.
Conheça a lista das dez melhores:
1° Araruama/ RJ
2° Feira de Santana / BA
3° Bauru/ SP
4° Juiz de Fora/ MG
5° Inhambupe/ BA
6° Araçatuba / SP
7° Araraquara/ SP
8° Divinópolis/ MG
9° Passo Fundo/ RS
10° Catalão/ GO
Tarcízio na mídia estadual
Tarcízio, ainda na fase de pré-campanha soube fazer uso da internet para ser assunto. Hoje continua a explorar o meio eletrônico. No blog de Samuel Celestino, apareceu dançando com Brown na Micareta, "partiu pra cima" de Eduardo Leite, por conta da tentativa do médico de adiar a festa e depois deu entrevista falando sobre o polêmico "corte nos atravessadores" da folia.
Mais recentemente marcou um golaço midiático com a campanha pelos desabrigados da chuva em Salvador e deu entrevista no site de Tasso Franco criticando a postura da cúpula do DEM em relação à eleição de 2010.
Tudo isso é bom para projetar o prefeito, mas é importante também para a cidade. Por definição, qualquer prefeito de Feira de Santana é um líder estadual. Precisa saber adotar esta postura, para o próprio fortalecimento político da cidade, que geralmente recebe menos atenção estadual e federal do que merece, por seu tamanho, por seus problemas e por sua influência regional.
Discurso não é tudo, mas é parte essencial do jogo político. Só não adianta nada quando palavras e ações tomam rumo muito diferente.
Punição para van lotada
Na mesma matéria, o secretário Flailton Frankles informa que pessoalmente foi fiscalizar e pegou uma van transportando 26 passageiros, mandou descer o excesso e recolher o veículo.
Van superlotada é rotina. Tomara que o secretário esteja disposto a enfrentar o problema até que ele seja resolvido de vez.
25.5.09
Alunos confinados em Maria Quitéria
De fora, presume-se a clausura. Basta olhar esta foto da Escola Municipal Paula de Freitas, entregue nesta segunda-feira (25), pelo prefeito Tarcízio Pimenta, no povoado de Carro Quebrado, distrito de Maria Quitéria. O prefeito e seu staff, que inclui o secretário de Educação, José Raimundo Azevedo, aparecem na foto de Sílvio Tito, da Secretaria de Comunicação (Secom).

Buraco federal, prejuízo municipal

O flagrante acima, de Reginaldo Pereira, mostra o buraco federal que se formou na avenida de Contorno, logo abaixo do viaduto municipal que liga as avenidas Getúlio Vargas e Nóide Cerqueira. O gigantismo do dito cujo engole um pedaço do tonel arborizado que o indica e espreme um contra o outro os veículos que se cruzam (clique na foto e veja maior).
O buraco é de Lula, e por isso às vezes quem está na prefeitura acha que não tem que se meter. Mas podem estar certos de que quem paga por ele é muito mais Tarcízio Pimenta do que o presidente, embora este esteja devendo a promessa da duplicação, feita em comício na praça da Matriz, na campanha de sua reeleição em 2006.
A maior prova de que a prefeitura pode e deve intervir no Contorno foi no tempo de Clailton Mascarenhas. Diante do clamor popular contra os muitos acidentes com morte ocorridos no local, o desastroso prefeito colocou quebra-molas nos pontos mais perigosos. Que efetivamente resolveram o problema (embora no trecho sob o viaduto que liga as avenidas Maria Quitéria e Francisco Fraga Maia não sejam mais necessários e continuem instalados atrapalhando o trânsito).
Pois os buracos estão levando perigo igual ou maior a quem anda pelos mais de 20 quilômetros do Contorno.
Aliás, um dos trechos mais problemáticos teve a contribuição decisiva da prefeitura para ficar como está. Na entrada para o Sobradinho, saindo da rótula da Cidade Nova, onde foi construído o viaduto que tanto orgulha o grupo que está no poder, o buraco que cresce do meio da pista para as laterais já aumentou tanto que em breve nem um estreito Fiat Uno passará sem cair dentro, tornando ainda mais perigoso um ponto que o próprio tráfego intenso e em alta velocidade já se encarrega de fazer arriscado.
Tarcízio trabalha no Contorno: sinaleira com a rua Tupinambás (Foto: ACM-Secom)