2.2.10

Doze homens assaltam BB em Mairi

























fotos: Gleidson Santos (Na primeira o carro incendiado, com o mercado municipal ao fundo. Na outra, a frente da agência, com o carro ao fundo. Clicando sobre a imagem você pode ver melhor)

Doze homens encapuzados assaltaram o Banco do Brasil em Mairi, cidade do semi-árido, a 280 quilômetros de Salvador, no final da manhã de segunda-feira. Os homens agiram com violência, dando tiros aleatoriamente nas imediações da praça Juraci Magalhães, onde fica a agência. As pessoas que estavam perto, nas ruas e no comércio, foram obrigadas a ir para a frente do banco – que é o único da cidade – para servirem de escudo, caso a polícia chegasse.

Estas mesmas pessoas também foram roubadas, assim como alguns dos clientes que aguardavam atendimento do lado de dentro e foram abordados pelos três membros da gangue que entraram na agência.

O assalto começou pouco depois de 11 da manhã e durou menos de meia hora. Os bandidos chegaram em dois carros. Um deles, um utilitário Fiat Doblô, tinha placa de Mauá, cidade do estado de São Paulo. Este carro falhou na hora da fuga e foi incendiado.

Os ladrões então fugiram com o carro do gerente da agência, que foi levado como refém, juntamente com dois vigilantes. Todos foram soltos na saída da cidade e o carro do gerente abandonado. A polícia acredita que um outro veículo aguardava no caminho para ajudar na fuga.

O delegado regional Eduardo Brito, de Jacobina, esteve em Mairi para pegar informações com o gerente, mas devido ao estado emocional do funcionário, o depoimento formal foi adiado para hoje. Somente nesta terça-feira também será calculada a quantia roubada. “A ação parece ter sido de amadores. Temos uma boa pista, vamos ver se conseguimos capturá-los logo”, projetou o delegado.

O bando começou a ser procurado ontem pelas estradas da região, com ajuda de policiais civis e militares de cidades vizinhas. A própria cidade tem pouco apoio a oferecer. Diariamente a população (20 mil pessoas, de acordo com a estimativa 2009 do IBGE) conta com um policial civil e dois militares de plantão. O delegado está de férias. A polícia civil não tem viatura. A militar tem uma, quebrada. “Está encostada há quase 15 dias”, confidenciou um PM.

CORRERIA

O comerciante Reginaldo Lima, dono de um box no mercado municipal, na diagonal do banco, foi uma das vítimas. Antes que conseguisse correr, um dos nove bandidos que agiram do lado de fora ocupando as esquinas em torno do banco, foi ao seu comércio e o obrigou a sair para compor o escudo humano. Ele estava com um celular e dinheiro no bolso e teve que entregar tudo. “Meu celular custou R$ 600,00”, lamentava, ao mesmo tempo em que se mostrava aliviado por não ter sido atingido por nenhum dos tiros. “Eles disparavam o tempo todo. Atiraram aqui dizendo ‘Olha, a arma não é de brinquedo não’”, contou, apontando o buraco na parede do box. Outros pontos na vizinhança estavam com marcas dos tiros.

O vizinho da frente, do mercadinho São João, teve mais sorte. Junto com alguns clientes, correu para os fundos e se escondeu. Como largou as portas abertas, foi dentro do seu mercado que os ladrões pegaram a garrafa de álcool com a qual puseram fogo no carro. “A nossa polícia está desmoralizada”, constatava João da Silva.

Posted via email from Glauco Wanderley

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