24.9.10
17.9.10
O último post
Não vou parar de escrever. É necessidade, compulsão, missão, obrigação. Mas isso será feito no site www.diabahia.com, que inclui um noticiário local de diversas cidades baianas.
Obrigado pela atenção e confiram o novo site.
11.9.10
Pesquisa Ibope: 50% para @paulosouto25. @jaqueswagner tem 26%
10.9.10
9.9.10
Hospital da Criança vai aos poucos sendo implantado
Encaminharam para Salvador, mas de passagem por Feira de Santana, a ambulância resolveu arriscar o Hospital da Criança. “Logo que chegamos fomos atendidos”, atesta o pai, ainda preocupado com o estado do menino, mas satisfeito com o tratamento e os exames realizados.
7.9.10
I Simpósio de Psicologia

3.9.10
O caso Verônica vai derrubar @dilmabr?
O sonho do PSDB é fazer da violação do sigilo de tucanos e especialmente da filha de José Serra algo que possa provocar mudanças na tendência do eleitor de dar a Dilma Roussef a vitória no primeiro turno.
Mas é difícil traduzir o assunto em linguagem popular. Sigilo fiscal, declaração de Imposto de Renda, são temas que não querem dizer nada para, digamos, 80% do eleitorado. Tanto é assim que os programas de ontem do PSDB fizeram um esforço para explicar o caso em palavras mais simples. “É como se roubassem a senha do seu banco ou vasculhassem suas gavetas”, disse mais ou menos o apresentador do programa.
Ainda que compreendida a gravidade do caso, suponho que será pouco para mudar a vontade do eleitor. É um episódio (ou alguns) isolado, contra uma experiência de vida.
A maioria dos eleitores são pobres, como são pobres a maioria dos brasileiros. Pobre sou eu. São paupérrimos. É gente que sempre recebeu Atenção Zero dos governantes e agora recebe ajuda todo mês, para sobreviver. “Quem dá é Lula”, raciocinam. E Lula é Dilma, já compreenderam.
“É uma esmola!”, bradam os adversários do PT. “Estão comprando o eleitor”, protestam. Sim, que grande moral têm para acusar! Toda a vida isso que se chama injustamente de direita no Brasil – injustamente porque não tem ideário nem filosofia alguma – se elegeu assim. Só que era por um favor momentâneo do dia da eleição. Lula pôs o pequeno benefício na rotina dos infelizes. Eles estão justificadamente gratos e menos infelizes.
É muita gente que não comia e hoje come.
Se estão se contentando com pouco, a culpa é menos de Lula do que dos seus antecessores, que confinaram o povo por séculos em currais cheios de miséria e ignorância.
A eleição não gira em torno de valores morais. Isso é muito sofisticado para quem passou fome e só quer evitar o risco de passar de novo. A direita precisa entender que carece de reciclagem para voltar a ganhar eleições. Ou terão que aderir ao governo, seguindo o caminho trilhado por Collor, Sarney e Jader Barbalho.
O PT agora critica quem critica
Quem está na oposição critica. É obrigação. É a razão de ser da oposição. Além do mais, não faz sentido “apresentar soluções”, se não houver problemas. Para apontar o problema, é preciso criticar. É a coisa mais óbvia do mundo. É o que o PT sempre fez, corretamente, quando era oposição.
Mas agora não quer mais que ninguém faça. O PT baiano apresentou no horário eleitoral de ontem à noite o “Movimento por uma campanha limpa”, segundo o qual, quem critica o governo Wagner está fazendo baixaria e falando mal da Bahia.
Tudo reforçado por depoimentos de populares (?) que em outros tempos o partido chamaria de analfabetos políticos. Este público qualificou os críticos como invejosos, incapazes e sem ideias.
A péssima ideia do marketing petista apela também para o sentimento bairrista, alegando que ao criticar, estão falando mal da própria terra e não de quem a governa. “Candidato que fala mal da Bahia? Ih, tô fora”, prega a peça alienante.
A estratégia há de deixar satisfeitos os oposicionistas, que saberão que estão incomodando. Será que internamente descobriram alguma mudança no resultado das pesquisas, para fazer o líder apelar para argumento tão reles?
Com o “Movimento por uma campanha limpa”, o PT joga no lixo mais um pedaço de suas origens e de sua história.
2.9.10
Novos sítios arqueológicos descobertos na Bahia
Os últimos cinco anos foram ricos em descobertas arqueológicas na Bahia, que agora vive uma fase de aprender a explorar estes recursos, de maneira que a população saiba valorizar e preservar o patrimônio.
Descoberta em 2005 e aberta ao público há apenas três anos, a Serra das Paridas, em Lençóis, Chapada Diamantina, é um exemplo de como o patrimônio pré-histórico pode ser uma fonte de pesquisa e conhecimento sobre as origens do homem pré-colombiano, e ao mesmo tempo atração turística.
A fazenda onde se localiza o sítio arqueológico é propriedade particular. Segundo Renato Hayne, da agência de turismo que explora o local, no ano passado, terceiro ano da abertura, quatro mil visitantes estiveram na Serra.
Os estudos estão no começo. Considera-se que há 18 diferentes sítios na propriedade, mas apenas três estão abertos ao público. A Serra das Paridas possui uma coleção extensa de pinturas rupestres, cuja autenticidade foi atestada pelo professor Carlos Etchevarne, argentino radicado na Bahia há 20 anos e que dirige o departamento de Antropologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Quando ocorreu a descoberta das pinturas em grandes rochas de arenito (a uma distância de 35 quilômetros do centro de Lençóis), ele foi chamado pelo dono da propriedade para verificar se o achado tinha mesmo valor científico. Não há dúvida quanto a isso. Mas os avanços são lentos, em uma área em que as suposições são muitas e as certezas poucas.
Os métodos de datação existentes não permitem descobrir a idade das pinturas. Há uma tentativa em curso, através de uma técnica ainda em fase de testes, batizada de paleomagnetismo. Sabe-se que os metais presentes na tinta são atraídos pelo campo magnético do planeta. O campo magnético oscila, por razões desconhecidas e de maneira aleatória. Como já existe um mapeamento histórico desta oscilação do magnetismo da terra, acredita-se que seja possível determinar a época em que ocorreu a pintura, de acordo com a direção em que os metais da tinta se fixaram ao secar.
O método vem sendo testado com sucesso na datação de cerâmicas indígenas com idade aproximada de 500 anos. Em relação à arte rupestre estão sendo colhidas amostras em sítios na Bahia, para tentar determinar a validade de se aplicar o mesmo mecanismo de medição. Além de mais antiga, a arte rupestre é mais complexa, porque é comum que desenhos de novos indivíduos ou grupos ocupantes da região sejam sobrepostos aos mais antigos, formando camadas de desenhos. Nas pedras do sítio de Lençóis é bem visível esta sobreposição de desenhos com idades distintas.
A maior parte do que está pintado são formas geométricas. Porém repete-se com freqüência a figura de mulheres de cintura larga e pernas abertas sugerindo o momento do parto. Daí o nome de Serra das Paridas, termo comum no interior para designar a mulher que teve filho recentemente.
Parte das pinturas pode ser vista de longe, antes da subida da trilha preparada pelos administradores da serra para orientar os visitantes. “Sem dúvida é um sistema de comunicação. A intenção era indicar algo”, interpreta Etchevarne sobre os desenhos mais visíveis. E adverte que não se pode ir mais longe na interpretação, nem mesmo especulando sobre o que se desejava indicar. Outras pinturas estão escondidas e vão sendo descobertas aos poucos.
COMO PRESERVAR
Uma das preocupações em sítios arqueológicos é não precipitar escavações. “Quando se faz uma escavação se altera o cenário original”, ensina o antropólogo da UFBA. Ele ressalta que o fato de não haver meios de datar os achados, torna ainda mais clara a necessidade da preservação, para garantir a fonte de dados quando tais recursos forem desenvolvidos. “Há 50 anos não havia o Carbono 14 e hoje é um método mundialmente aceito para datações”, exemplifica Etchevarne, lamentando que não sirva para determinar a idade das pinturas nas rochas.
Por outro lado, o conhecimento escasso sobre origem e significado traz riscos para a preservação. O assunto foi levantado durante as discussões do V Seminário de Arte Rupestre da UFBA, patrocinado pelo Ipac (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) que aconteceu de 23 a 25 de agosto em Lençóis, juntamente com a III Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre.
Nos debates os pesquisadores mencionaram que muitas vezes os desenhos são vistos como criação de povos primitivos e nada mais, como se fosse algo de pouco valor. Com a execução no país de obras de infra-estrutura como hidrelétricas e estradas, há sítios que ficarão ameaçados, caso sua importância não seja reconhecida.
Um dos momentos de maior repercussão no evento, foi o relato sobre o trabalho em Nova Olinda, município da Chapada do Araripe, no Ceará. A pequena cidade, com apenas 5 mil habitantes na sede, recebe 33 mil visitantes por ano, em função dos achados arqueológicos relacionados ao “homem do Cariri”. Segundo a arqueóloga cearense Rosiane Limaverde, o envolvimento da comunidade na gestão do patrimônio é total. Crianças e adolescentes participantes do projeto gerenciam o museu, são guias e ajudam nos trabalhos de campo.
Comprometimento semelhante os estudiosos esperam ver estendido a todas as regiões que possuem este tipo de patrimônio. No final do Seminário, foi lançado o Manifesto de Lençóis, propondo uma Campanha Nacional de Preservação de Sítios de Arte Rupestre.
FOTOS: REGINALDO PEREIRA
Acidente causou cinco mortes em Rio Real
Cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas em um acidente envolvendo quatro veículos na BR 101 no início da manhã de terça-feira, na divisa entre a Bahia e Sergipe, no município de Rio Real, 209 quilômetros ao Norte de Salvador.
Três dos mortos estavam em uma kombi da prefeitura de Rio Real (placa JOG 2438), que levava passageiros para atendimento médico em Aracaju. Morreram o motorista Joaldo de Jesus Simões, 43 anos e as pacientes Margarida Soares da Silva, 42 e Elissandra Soares da Silva, 23.
As outras vítimas estavam em um Vectra (placa DWR 2247, Itaquaquecetuba, São Paulo). Eram Simone Santos Silva, 24 anos e Manoel Messias Reis Marcelino, 31, naturais de Itaporanga d’Ajuda, Sergipe.
O acidente, ocorrido entre 4:30 e 5:00 da manhã, está sendo investigado pela delegacia de Rio Real. A princípio o delegado Geuvan Júnior acredita que o acidente foi provocado por uma tentativa de ultrapassagem feita pelo Vectra, que tinha acabado de passar a divisa com Sergipe e entrado na Bahia. Ele tentava ultrapassar na curva um caminhão baú, que teria tocado no Vectra e desestabilizado o carro, que rodou na pista e foi atingido na lateral pela kombi que vinha em sentido contrário.
Um outro carro particular que vinha atrás não conseguiu frear e bateu no fundo da kombi, mas os passageiros não ficaram feridos. O caminhão baú seguiu viagem e não foi localizado pela polícia.
Os feridos foram atendidos por unidades do SAMU de duas cidades sergipanas: Estância e Aracaju. Os bombeiros de Estância também compareceram para prestar socorro. O Vectra despencou em uma ribanceira e foi parar na beira de um riacho, retido por árvores da margem. A violência da batida foi tanta que além dos pedaços dos veículos que ficaram espalhados pela pista, roupas que caíram de malas que estavam no carro ficaram penduradas nas árvores.
Outros dois ocupantes do Vectra foram levados em estado grave para o hospital João Alves, em Aracaju: Maria Gomes de Lima e José Carlos Reis Marcelino.
A kombi, que tem na lateral a lotação estipulada em 12 lugares, vinha com um mais, contando o motorista. Entre os passageiros, Valdelice Santana Santos, 45 anos, era considerada em estado mais grave. Os outros feridos internados no hospital sergipano foram Jaciara Alves dos Santos, 27, José Raimundo Rocha dos Santos, 22, Carmelita Neces da Rocha, 52, Raimunda Santos de Jesus, 43, Débora Valença Santos, 9 , Josefa da Silva Valença, 39 e Maria Rosimeire dos Santos, 31, Erenita Neves da Rocha e Carmen Silva Santos.
O transporte de passageiros para atendimento médico em Aracaju ou Salvador era uma rotina diária do motorista Joaldo, que tinha anos de experiência, de acordo com o investigador Rubervaldo Carvalho, da polícia civil, que trabalhava ontem na identificação das vítimas, lamentando a tragédia.
Os corpos dos cinco que faleceram no local foram recolhidos pelo Departamento de Polícia Técnica de Alagoinhas. Os moradores de Rio Real devem ser enterrados nesta quarta-feira e os sergipanos seguirão para a cidade natal.
29.8.10
Adivinha quem disse isso
27.8.10
Hospital da Criança vai formar pediatras
Coube ao secretário de Saúde, Jorge Solla, apresentar a unidade, que além de atender os pacientes será utilizada também para formar profissionais em pediatria, área em que o secretário reconheceu a existência de um déficit no estado.
O Hospital da Criança terá capacidade para 280 pacientes. Vai atender de mães grávidas que fazem o pré-natal a adolescentes até 18 anos. Este público representa um terço dos atendimentos no Hospital Geral Clériston Andrade, segundo a diretora do novo hospital, Edilma Reis, que está deixando a direção do Clériston Andrade.
O gerenciamento da nova unidade será feito pelo Instituto Sócrates Guanaes, instituição que venceu a licitação da Secretaria de Saúde (Sesab) e será responsável pela contratação de pessoal. O funcionamento começa a partir desta sexta-feira, mas inicialmente serão disponibilizados 150 leitos, entre eles 30 UTIs e 20 semi-UTIs. A meta é que em um ano o hospital funcione com sua capacidade plena.
De acordo com a assessoria de imprensa da Sesab, a obra custou R$ 60 milhões, sendo R$ 40 milhões na construção e R$ 20 milhões em equipamentos. A participação do estado foi de R$ 23 milhões e os outros R$ 37 milhões vieram do governo federal.
Diversas especialidades serão oferecidas, como oncologia, pneumologia, nefrologia e oftalmologia. Exames serão feitos no próprio hospital e para atender à finalidade pedagógica, a estrutura dispõe de salas de aula e alojamento para residentes.
“Aqui vai se transformar em um centro de formação de pediatras não somente para a Bahia, mas para o Norte e Nordeste”, afirmou Adson França, assessor do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que também faltou à solenidade, já que vinha no mesmo helicóptero que conduzia o presidente.
Datafolha mostra crescimento de Wagner

A pesquisa Datafolha divulgada hoje joga uma ducha de água fria nos candidatos de oposição a Wagner. Ao invés de cair, como esperavam os adversários, Wagner subiu, embora dentro da margem de erro (subiu dois pontos e a margem de erro é de três pontos).
Geddel também subiu um ponto, mas ainda tem menos do que na pesquisa de 20 a 23 de julho. Paulo Souto permanece com o mesmo percentual nas três pesquisas do instituto na Bahia.
O resultado mostra que o horário eleitoral, onde Souto e Geddel concentram o fogo sobre o governador petista, não produziu alteração nas intenções de voto.
Se estes percentuais permanecerem até o dia da eleição, Wagner vence no primeiro turno.
26.8.10
@Dilmabr já dá voto

Promovida de poste a estrada em dois meses, a candidata do PT à presidência segue tão prestigiada e confortável que já virou cabo eleitoral de candidatos ao Legislativo. Adilson Simas, fiel escudeiro do eterno prefeiturável Colbert Martins Filho, não deixaria a onda passar sem pegar uma ponga para seu assessorado e já postou a fotinha dele entre a “mulher presidente” e o vice do PMDB, Michel Temer. E lá vai Dilma, cada dia mais popular, entre o café Tabajara e o shopping do serralheiro.
25.8.10
Não tem Lula que chegue!
21.8.10
@joseserra_ vacinou Lula e @Dilmabr adquiriu imunidade

20.8.10
Vereadores separam @tarciziopimenta e @joseronaldo251

18.8.10
17.8.10
15.8.10
A frágil estratégia de @joseserra_
Falei das outras entrevistas no JN e não falei da de José Serra. Fiz o comentário no Jornal das 2, mas não foi gravado nem escrito, daí o prazo se perdeu neste acomodado blog.
Na verdade não houve nada de surpreendente na entrevista. O candidato é mais acostumado ao confronto eleitoral e, embora ultimamente esteja dando umas respostas malcriadas à imprensa por onde anda país afora, não faria isso diante da audiência de milhões do Jornal Nacional. Ninguém vai ganhar a eleição por causa da entrevista no JN, mas um deslize pode custar caro. Dilma, por exemplo, deu margem a muitas críticas pelo engano de ter colocado a Baixada Santista no Rio. Plínio, nos seus 3 minutos da quinta foi bem pior do que no debate da Band (foi confuso nas explicações, tentou negar o que o programa do partido propõe; enfim, desperdiçou seu minifúndio de 180 segundos).
A avaliação de quem não é partidário de A nem de B, foi que Serra saiu-se melhor que Dilma e Marina. Concordo. E concordo também que tinha obrigação de sair-se melhor, em função da prática com entrevistas e eleições. Os apresentadores foram mais amenos com ele? Não, porque fizeram-lhe perguntas embaraçosas tanto quanto fizeram aos demais. Como ele não se exaltou nem se embaraçou (embora tenha enrolado, como é próprio da política), tudo transcorreu de modo mais tranquilo.
O que ficou claro foi a insistência de tentar grudar em Dilma a imagem de quem não tem autonomia, preparo nem experiência para governar o país. Usou dessa vez a imagem da garupa, como se Lula fosse dirigir o país e Dilma estivesse na carona.
Ora, se assim fosse, não seria problema algum para grande parte do eleitorado de Dilma, que está com ela porque não pode votar em Lula, já que felizmente não botaram em prática a anti-democrática ideia da re-reeleição.
- Ei, se Dilma ganhar, quem vai mandar é Lula - avisa Serra.
- Ótimo - respondem em coro os lulistas (mais ou menos 80% da nação).
Do mesmo modo não cola dizer que Dilma não tem preparo, pois só o que tem feito há décadas é ocupar cargos de confiança em diferentes áreas do setor público, no nível estadual e no nível federal. O que ela não tem é experiência em eleição. Pelo visto, não está lhe fazendo falta.
Será que a partir do início do horário eleitoral, hora da decisão, Serra vai aparecer com outra estratégia? Tá precisando. Confira a partir de terça-feira, em uma emissora qualquer da sua TV, 1 da tarde ou 8 e meia da noite.
11.8.10
O desempenho de Marina (e de William e Fátima)
Comentários no Jornal das 2, da Sociedade

Glauco Wanderley, Paulo José e a produtora Daise no estúdio da emissora (foto Reginaldo Pereira)
Segue abaixo o comentário da terça, sobre a participação de Dilma no Jornal Nacional, de Geddel na Associação Comercial, pesquisas e mudanças na campanha baiana de Serra:
A candidata Dilma Roussef foi quase um desastre no debate da Band, na quinta-feira. Mas compensou quando teve atuação quase perfeita na entrevista do Jornal Nacional. É bom lembrar que o Jornal Nacional tem muito mais audiência do que teve o debate na Band. Na Globo, a Dilma não gaguejou nem engasgou. Os apresentadores se atrapalharam mais do que ela. Não estou falando de conteúdo. Estou falando de comunicação, da impressão que o candidato passa, de simpatia, de segurança (apesar de ter se enganado ao falar em “Baixada Santista no Rio de Janeiro”, o que rendeu muita gozação dos críticos implacáveis, mas esses são os que detestam Dilma e o PT e não votariam nela de jeito nenhum).
A Dilma vem demonstrando que aprende depressa e deixando de lado a forte impressão de antipatia e arrogância que sempre transmitiu.
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Outro que se esforça muito e é bom de discurso, mas ainda não viu o resultado se traduzir em melhoria nas pesquisas é o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima.
Veio segunda-feira na Associação comercial de Feira de Santana. A proposta era falar para empresários, mas quase só havia correligionários no salão da Associação Comercial. Uma pena, porque fica difícil Feira de Santana fazer cobrança de investimentos do governo, se na hora em que os principais candidatos vêm na cidade, a classe empresarial não comparece para apresentar as reivindicações. De qualquer modo, elas foram apresentadas, em um documento entregue pelos dirigentes. A linha dos pedidos é valorizar a cidade, como segunda maior da Bahia e sede de toda uma região do estado, que efetivamente não recebe os investimentos que merece, que precisa e que poderiam inclusive servir para aliviar problemas da capital. O estado é imenso e precisa que as grandes cidades se tornem pólos de desenvolvimento regional, para que as pessoas não migrem. E entre todas as cidades grandes da Bahia, nenhuma é maior do que Feira, como se sabe.
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Esta semana saem as últimas pesquisas antes de começar o horário eleitoral, que é quando começa a eleição de verdade para os cargos do Executivo. Já está mais do que provado que o horário eleitoral gratuito é decisivo. É quando a gente vai saber mesmo quem sobe, quem desce e quem fica empacado.
É só guardar os números que vão sair no Vox Populi e Datafolha desta semana e comparar com as pesquisas que virão daqui a um mês.
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A campanha de Serra na Bahia mudou de comando. Saiu Antonio Imbassahy e entrou o ex-deputado estadual Murilo Leite. Imbassahy tem as preocupações dele como candidato a deputado federal e fica naturalmente dividido. O Murilo Leite tambem é tucano, porém com mais identificação com a campanha de Paulo Souto, porque foi secretário de Nilo Coelho, quando Nilo governou a Bahia. A campanha de Souto tem dificuldades porque de todos ele é o que está mais afastado do poder. Wagner é o governador e Geddel acumulou muito poder como ministro de lula, e tem uma reserva para ir gastando na campanha.
Souto ficou sem nada nesses quatros anos desde que perdeu a eleição e foi sendo abandonado por muitos aliados de 2006 em diante. Se ganhar, claro, a gente sabe que todo mundo volta e ele recebe de braços abertos, como velhos companheiros.
Cisternas melhoram a vida no sertão
Não havia perspectiva de futuro para os moradores de Lajedinho. Mas no dia a dia faltava algo ainda mais indispensável: água. Uma situação que atrapalha a vida de Aparecida até hoje. Por não ter cisterna para armazenar, ela vai buscar em um tanque distante quando o poço que o marido cavou fica seco.
Apesar de haver muitas cisternas espalhadas pelas pequenas propriedades e de outras estarem em construção, muita gente ainda espera sua vez. Como Geraldo de Lima, que pega o líquido na casa do vizinho Cícero Ribeiro, dono de uma cisterna de 16 mil litros que é padrão, construída por uma ONG dentro do projeto 1 milhão de cisternas. “Aqui perto quase todo mundo já tem”, afirma.
Cícero diz que nem gosta de lembrar de quando tinha que passar metade do dia andando para ir e voltar buscando água de boa qualidade. “Ave Maria, agora tá bom demais”, comemora. Água salobra de tanque é só para lavar casa ou roupa. “Pra beber e cozinhar é da cisterna”. Que nunca seca, porque o agricultor mora sozinho e os cálculos das entidades construtoras é que 16 mil litros sejam o bastante para uma família de seis pessoas por oito meses.
Enquanto a cisterna não chega, quem vive na árida região de Irecê, enfrenta dificuldades. Como Michele de Oliveira, que tem um filho de 1 ano e 8 meses. “A gente fica sem poder lavar as roupas e até a louça”, lastima. A esperança é a escavação que está sendo feita ao lado da casa para receber a cisterna.
“Estou cavando aqui com a intenção de terminar até segunda-feira”, previa Jailson da Palma, na sexta-feira (06), enquanto escavava um terreno para uma cisterna financiada pela ONG Centro de Assessoria do Assuruá, com sede em Irecê. Ele considera a construção de cisternas uma das principais alternativas de renda. O colega João Gonçalves faz coro. “Estou esperando ser chamado para cavar mais”, afirma, de olho na diária de R$ 20,00 que recebe pelo serviço.
Para José Guabiraba, a cisterna foi sobretudo um fator de união, evitando a migração. Ele e os três filhos, que moram em propriedades vizinhas com suas respectivas famílias, conseguiram uma para cada um, dentro do programa 1 Milhão de Cisternas, financiado por recursos públicos e doações de particulares e executado por ONGs em todo o semi-árido brasileiro.
“Eu participei de treinamentos e de reuniões do sindicato e da associação”, relata. O envolvimento comunitário é sempre uma condição que os agricultores mencionam como necessária para conseguir o benefício. Além da colaboração da família no trabalho de auxiliar de pedreiro, contrapartida que permite a gratuidade das cisternas. “Veio o mestre de obras, fez e ensinou”, atesta. “Agora a gente tem água doce, porque a do poço que tem aqui, era sempre salobra”, lembra. Apesar de ter parado de chover em Jussara em abril, ele não demonstra qualquer receio. “Nunca faltou, desde que construiu, há três anos”, argumenta.
A mesma sensação de alívio experimentam os moradores de Capim Grosso, povoado em Tiquaruçu, distrito de Feira de Santana. A cisterna construída com recursos transferidos pelo MOC (Movimento de Organização Comunitária), chegou antes da água encanada da Embasa. Servia a pelo menos 20 famílias, segundo Ivonice de Freitas, irmã da proprietária da casa onde foi instalado o equipamento. “Quando veio a água encanada quase todo mundo comprou reservatórios. Mas para nós continua servindo muito, porque no verão a da Embasa começa a faltar”, explica.
O sobrinho Adailton Almeida, que ajudou no mutirão da construção, relaciona até um quadrúpede entre os beneficiários do reservatório na frente da casa. “Quem sofria era o jegue, que dava várias viagens para buscar água longe”, recorda.
Segundo a Assuruá, convênios celebrados pela entidade com os governos federal e estadual desde 2008 permitiram a construção de 2.250 cisternas em 22 municípios da região de Irecê, ao custo de R$ 5.042.914,82. Já o MOC afirma que construiu mais de 6 mil cisternas de16 mil litros na região sisaleira da Bahia, por meio de projetos diversos executados ao longo de seus mais de 40 anos de existência. As duas entidades também participam do programa 1 milhão de cisternas.
FOTOS: REGINALDO PEREIRA


10.8.10
Candidato com muitos nomes
O vereador aprovou o projeto de cidadania feirense para Lula e esperou um bom tempo para que fosse entregue. O presidente recebeu na inauguração do Conceição Ville, já no período de campanha, quando a lei eleitoral não permitia no palanque a presença do autor da honraria.
Para piorar alguém instruiu o locutor oficial do evento – que, suponho, veio na bagagem da Presidência da República – a ler uma versão modificada do nome pelo qual o petista é conhecido. Então antes da entrega ser feita pelo presidente da Câmara (o Carlito do Peixe), o locutor avisou que o autor do projeto era o vereador Ângelo Mário Cerqueira. Quase ninguém foi capaz de associar o vereador ao nome.


9.8.10
A polícia com medo
“O armamento que usam agora é tudo pistola .40, .45”. A declaração é de um soldado da PM, que registrava a ocorrência de um tiroteio no domingo em Salvador, onde um policial militar ficou ferido.
Quarta-feira (04) estive em Sátiro Dias, onde uma quadrilha assaltou o Banco do Brasil. A ação foi mais violenta do que de costume, pois já chegaram metendo bala no carro dos policiais, ferindo um deles com gravidade. O outro foi mantido como refém e ameaçado de morte o tempo todo. Quando cheguei na cidade ele já estava livre e tentando relaxar mas ainda sem conseguir, a tensão estampada no rosto.
A cidade, como quase todas as pequenas cidades do interior, só tem dois policiais de serviço de cada vez. O terceiro é o comandante do pelotão, um tenente, que não conseguiu conter as lágrimas, quando mencionou a família, enquanto falava do risco que correm, com contingente pequeno e enfrentando bandidos com armamento pesado.
A fragilidade da segurança nessas cidades é um convite à ação dos marginais. O gerente do Banco do Brasil em Inhambupe, responsável pela agência de Sátiro Dias, é um “veterano” de assaltos. Em 2003 teve até os dois filhos pequenos, de 4 anos, seqüestrados por uma parte da gangue que assaltou o BB em São Félix. Depois que os ladrões concluíram o “serviço” na cidade do Recôncavo, os meninos foram soltos em Feira de Santana.
A insegurança que atinge até a polícia militar foi a causa da revolta do coronel PM Cláudio Brandão, quando revelou no próprio blog o caso dos contêineres com equipamentos que estão há anos guardados e sem uso pelo governo do estado. Escreveu sob o impacto da morte de um tenente baleado na cabeça, em Salvador, no final de julho. O coronel, que é diretor do Departamento de Modernização e Tecnologia (DMT) da PM, afirma que o material encaixotado “traria um sucesso absoluto no combate à marginalidade”.
O texto que publiquei sobre o assunto até hoje foi um dos que teve maior repercussão de tudo que já escrevi. É possível que mais notícias sobre o caso sejam veiculadas. Internamente no governo algum movimento interno ocorreu. Mas solução que é bom, até hoje nada.
8.8.10
Uma pausa para a corujice
Este blog anda mais blog ultimamente, porque mais pessoal e com menos atualização. Outro dia eu explico porque. Mas aproveitando a fase, vai este post que mostra um pedacinho do show de apresentação dos alunos da escola de música Nata Musical domingo passado no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana.
Então é o seguinte: apresento aí abaixo a banda que, com o auxílio dos professores nos vocais, toca Sweet Child O' Mine, do Guns N' Roses. A razão da concessão à arte neste espaço geralmente mais árido é o guitarrista, cuja cara não se vê, escondida pelo cabelo, pela tensão de não errar e pelo embaraço da primeira apresentação diante de uma plateia. É o Guilherme Wanderley, que, se não desistir da temerária ideia de se tornar músico (algo que considero ainda mais financeiramente arriscado do que ser jornalista), será sem dúvida um competente profissional do ramo.
Confiram o filhão (16 anos) no You Tube (ah, o áudio da guitarra estava um pouco mais baixo do que o necessário para o solo nesta música especificamente, mas dá pra ter uma ideia de que não estou exagerando ao avalizar a competência do garoto):
4.8.10
Prefeitura alega que choveu demais em 2010
Ano | 2010 | 2009 | 2008 | 2007 |
Milímetros | 608,9* | 787 | 738,2 | 648,5 |
2.8.10
Feira resiste e avança, apesar de tudo
* Menos piores? Isso não existe, como não existe "mais pior" ou "mais melhor". O pior já está no último degrau. Menos ruins seria o certo. Perdoem o disparate lingüístico